O sol começa a raiar, e recorta nitidamente o traço da montanha que se ergue bem à nossa frente.
Podemos imaginar, desejar, refugiar, ficarmos estáticos presos num frame sem som, mas com um imenso universo...
Podemos voar, transcender, reinventar a nossa esfera, podemos estar nas cataratas do Niágara, ou nas ruínas Incas do estado de Oaxaca, ou sobreviver na miragem ténue de um oásis no deserto Saarah, e de repente perdermo-nos numa gôndola em Veneza, atrás de uma máscara assexuada, que nos deixa incógnito, e nos permite chegar mais além...
Fiz um losangulo meio esquivo, mas nem a Terra é redonda, será que há algo perfeito?
Nada é mais complexo, k os estados dos nossos "eu", por mais que façamos por tentar racionalizar, é algo k nos foge, de uma forma esquiva, languida esvai-se, e fica a nossa frente a pairar... e a sorrir...
Naaaaaaaaaaa.. não tentes delimitar este teu lado mais teu sem regras, livre na verdadeira ascensão, que toca no absurdo, te permite vagueares sem licenças, viveres nesse frame sem som, o momento esboçado no teu pensamento.
Ele permite ires onde não vais, ultrapassares os limites inatingiveis, alimentar o k acreditas, viveres o passado e reinventares o futuro que tens...
Também erramos por esse nosso eu, mas temos que tirar a dúvida, que fica... que mina... que te que te aparece disforme, e te faz andar em circulos, e olhar no rodopio a espiral que te consome, e te embala num sentido ora ascendente ou descendente...
Tudo à volta é distorcido por esse rodopio em torno do eixo invisivel que te centrifuga, e te tenta separar do k n interessa, ou és TU que te keres separar?
Mas, não há adenina nem timina, guanina ou citosina que te possam depois restruturar numa recombinação e permitir que alguma mutação te regenere...
Cais desprovida de algo amortecedor, e vais concluir que....
Tás igual, as tuas deduções estavam correctas, o teu instinto, o acumular da tua percepção cada vez mais prespicaz ...
Estavas certa, mas acreditaste ehehehehe, mas assim podes dizer que és audaz, porque ainda acreditas quando tudo é preto, é porque alguém deixou um pano na câmara, e sentes o movimento há som há presença, nem que seja a tua, fizeste o filme, a dedução estava correcta, a dúvida esmorece, a certeza acontece, olhamos para o nosso eu que paira à nossa frente e sorri, e assentimos a cabeça, com o consentimento de que o processo está concluído, o sorriso diz que sim, é a outra base que faltava.
Erguemo-nos fitamo-nos, recombinamo-nos sem a mutação, cada vez mais nós, deixamos o pó para traz, o trilho vai-se apagando, não deixando vislumbrar o inicio da jornada.
Mas axo k ficou lá atrás nakele cume envolvido pelas sombras, onde raiou o sol, já é tarde, a sombra acompanha-me a cada gesto meu, a espiral levou-me para longe, mas eu chego onde quero, e a sorrir!
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1 comentário:
Não deves recusar o esforço, porque ele é um caminho. Num sítio que descobriste - que fica sempre alto e longe - existe para ti esse lugar meio escavado na rocha, mas com relva muito verde em seu redor e cantos infinitos e alegres de pássaros calmos. Encontra-se lá quem amas, forte e generoso. Sorridente. Há sol e também a sombra de altas árvores. Por cima, apenas o céu, à distância de um último salto. Não é um destino inevitável, mas um lugar onde és esperada e que podes, quando queiras, alcançar, conforme a medida do teu desejo. Só quando lá chegares terás alcançado toda a tua envergadura. Só lá te encontrarás contigo mesma. Existes para chegar a esse lugar. Os teus olhos são capazes de pousar nos seus, que reflectem já o céu que lhes há por cima. Não se pode querer mal aos caminhos que conduzem a lugares assim, embora sejam escarpados e se torne impossível evitar ferimentos e cansaços quando se segue por eles. Se o teu desejo de chegar for grande, nenhum esforço te parecerá demasiado penoso. E, embora vás a caminho, terás sempre contigo qualquer coisa que é já de ter chegado. Talvez uma certa forma de olhar, resultante daquela luz que se acende por dentro quando nos pomos a caminho dispostos a tudo o que aparecer. E nem haverá problema se alguém te encontrar assim, ainda no gesto de subir: já tens em ti o teu lugar, na imagem dele que te fez partir. Não deves recusar a dor, porque ela te constrói, te marca os limites e te faz crescer por dentro dos teus muros. Sem ela, não passarias de um projecto de felicidade que hás-de ter. Ela edifica-te os músculos, a cabeça e o coração, e não existe outra maneira de chegares a ser aquilo que deves vir a ser. Se não sofresses não haveria ninguém dentro de ti. No cumprimento sério dos teus deveres, encontrarás a dor na forma de esforço e de cansaço. Mas pode muito bem ser que, tarde ou cedo, ela te procure sem disfarces e te faça chorar ou gemer. É frequente que ela se apresente assim, numa nudez que parece cruel e faz lembrar facas ou agulhas. Nem por isso te deves assustar ou desistir. Quando te parecer que tudo está perdido, ri-te, se puderes. É que te estão a oferecer um degrau que te deixará incomparavelmente mais acima no caminho. Deves ver nisso o sinal de que - por qualquer razão - é tempo de andares depressa. Sobretudo, não te queixes. Há assim metamorfoses que parecem aniquilar, mas não passam de formas de fazer surgir a borboleta. Não te queixes, porque receberás umas asas e cores novas. O teu lugar - de onde de tão perto se pode olhar o céu - tem um preço que tu saberás dar e não é tão grande assim. E tu… sabes onde fica.
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