
O moralismo tem diversas formas, mas quando se coadune com a hipócrisia, essa pedra angular dos milénios cai por terra!
Os detalhes, o pormenor, manifestam-se espontaneamente, e quando te vês, caíste na teia, olhas em redor, e vês-te igual a tantos outros, numa perfusão de corpos, que nesse universo indefenido, como numa amiba difusa de que fazes parte.
As criticas, tinham associado a curiosidade a interrogação, que não ousavas emitir, refugiavas-te na censura, fácil para quem se acha imponente, mas impotente a crescer, a conhecer e a evoluir.
Aquela escória que tantas vezes, nascia no teu lindo dialecto, acimentado com as literaturas modernas com os argumentos, do brasão, da instituição, do teu EU.
Esse teu EU que querias que enchesse uma sala, invadisse os tímpanos, fazendo brotar em nós o paradigma indubitável por ti criado.
Olha para ti! Que te restou? A plateia fomentou em si o livre arbitrio a dúvida cresceu, a tua certeza ruíu, ficas-te com as rugas de expressão, do teu afamado discurso, perdeste o sorriso, o brilho nos olhos, a vivacidade...
Tornaste-te cinzento, enfadonho, não reages és amorfo, sem motivação espectante, mas sem ambição.
Até que quebraste as regras, saltas-te para um portal em que a tua dimensão intelectual nunca te permitiu esse voo.
Mas um dia num impulso, encerraste em ti todas as forças numa concentração brutal, em que os neutrões e os protões conciliavam a teu favor, e entras-te...
Conheces-te o mundo com que vociferavas com a ferocidade maligna, sem conheceres....
Quando lá chegas-te alguém te estendeu a mão, e te deu uma flor, sentiste o calor e o odor, tentas-te assimilar cada particula daquele odor, longe dos calhamaços, e do cheiro do mofo que habitava o teu atelier.
Sentis-te a grama fresca a repousar no teu pé, a natureza te fere, os sorrisos a leveza que te envolve.
Tentas encontrar-te em ti ali, e não te encontras, algo mudou, a brisa que te envolve o odor daquela flor enebria-te, e eleva-te e deixas que todo aquele mundo te consuma.
O teu EU desespera, doi-te a força dos paradigmas, dos teus modelos explicativos, tentam forçar o teu aquiles pedante a retroceder.
O teu olhar, o teu corpo toma consciencia desperta, despes-te ficando nú e assumes não a tua derrota, mas sim a tua VITÓRIA.
Superaste-te, o que só alcança os audazes, humildemente assumes o teu novo eu, com o teu sorriso luminoso, e envergas a capa do exemplo , agora sim te tornas aclamado vivamente.
A tua presença enche, .... de orgulho todos nós!
Evolui!

2 comentários:
Amiga,
Este texto poderia ter sido escrito para váras pessoas.. ma,s sei que o dedicaste apenas a uma.
A tua escrita é expressiva e intensa.
Espero uqe a tua vida também o seja... ;)
Xi-coração
Amiga !!
Espero que o rodrigo esteja melhor e tu estejas óptima!
Vimdar-te uma beijoca e deejar uma excelente semana!!!
Xi-coração
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